POR QUE MEU DENDROBIUM NÃO FLORESCE E SÓ DÁ NOVAS MUDAS?

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Muitas pessoas iniciantes no adorável mundo do cultivo de orquídeas, iniciam-se nessa paixão, através da compra ou presente de um Dendrobium nobile Lindley, conhecido por alguns como “olho de boneca” haja vista sua flor lembrar na coloração interna do labelo o olho desse brinquedo .

A espécie Dendrobium, em geral, na época de floração, necessita de maior variação de temperatura entre frio e calor, assim como maior luminosidade e principalmente estresse pela falta de irrigação.

Se em sua casa você tem um exemplar de Dendrobium nobile Lindley (esse é o nome correto da planta e da centena de híbridos que encontramos por ai – veja foto), cujas flores variam em muito quanto ao tamanho e coloração devido a quase incontável quantidade de cruzamentos, pode observar que ao comprá-lo numa floricultura ou exposição de orquídeas, a planta apresentava-se linda com dezenas de flores saindo próximas de suas folhas laterais intercaladas. O ano inteiro, depois da queda das mesmas, você cuidou com carinho da planta, seja nas regas, adubação e controle de pragas, que manteve-se viçosa. Provavelmente surgiram novas mudas na base dela ou de sua haste, as quais, ainda grudadas nela soltaram raízes. Afinal foi ótimo o resultado, aquilo que era uma única planta de repente te presenteou com outros tantos filhotes, que você diligentemente arrancou torcendo e girando as novas mudas pra soltarem-se ou usou alguma faca para cortá-la rente a planta mãe, plantando noutras estacas de madeira ou vasos.

Você esperava no ano seguinte que na época de floração, normalmente entre junho e agosto que sua planta mãe e as novas mudas dessem as mesmas floradas do ano anterior…mas, estranho, ao invés de saírem flores, no lugar apareceram outras tantas novas mudas que enraizaram-se! -E ai? Por que isso aconteceu? O que fazer? Afinal você gostou e gosta da planta em razão de suas flores!

Calma! Fácil resolver isso! Como disse no início, para que um Dendrobium nobile Lindley floresça

precisamos controlar as regas, provocando-lhe o estresse pela falta d´água. Primeiro coloque o vaso num lugar onde receba uma boa luminosidade praticamente direta dos raios solares, preferencialmente da manhã e do entardecer, nunca do sol a pino que pode queimar as folhas da planta, que não está adaptada a essa mudança brusca e intensa de luminosidade direta. Assim a partir do mês de maio, passe a apenas borrifar a planta sem encharcá-la duas ou três vezes por semana. A partir de junho uma única vez na semana. Provavelmente começarão a aparecer aquelas “verruguinhas” laterais, transformando-se em formato de “esporão” mais crescido com uns dois ou três centímetros de comprimento. Não se empolgue querendo encharcar a planta com água. Ela entrou num processo de dormência para floração! A reserva que ela tem armazenada em suas haste é o bastante pra promover o aparecimento naqueles esporões que se formaram, lindas flores! Lembre-se, se você irrigá-la demais na época da floração, com certeza você terá sempre mudas novas e dificilmente as flores que tanto gosta. Essa técnica é aplicada na maioria das plantas da espécie, e não apenas ao Dendrobium nobile Lindley. Sabia que o nome da espécie define-se como “árvore da vida”? Talvez porque como já vimos e sabemos, ela produz de sua própria haste outros tantos “filhotes” que prosseguem o curso da vida com novos indivíduos, e mesmo no estresse com falta d´água, naquilo que poderia ser um ultimatum em sobreviver, solta novas flores que polinizadas poderão render cápsulas com milhares de sementinhas, que teoricamente produzirão outra centena de exemplares. Etimologia: DENDROBIUM Sw., do grego “Dendron”, Árvore; “bios”, vida. Tribo: Epidendreae. Subtripo: Dendrobiinae. Portanto “árvore da vida”. Gênero com mais de 1000 espécies, nativa da Índia e Sri Lanka, leste do Japão, inclusive Filipinas, Malásia, Nova Guiné até Austrália, Ilhas do Pacífico e Nova Zelândia. A maioria é epífita e em menor escala, litófitas, como o Dendrobium speciosum, originário da Austrália. É possível obter novas mudas com estacas obtidas pelo corte da haste após floração e queda das flores. Assunto a ser tratado noutro post.

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